segunda-feira, 30 de junho de 2008

Sobre a lei seca...

E o assunto hype in up-to-date cosmopolita neo-mesopotâmico do finde foi a tal da lei seca. As bees DE-SES-PE-RA-DAS por que não podem mais tomar a Smirnoff Ice® dela na baladinha pra dar aquele efeito embelezador nas pessoas por que depois vem a polícia e CREU!
Mas o que eu tenho pra falar e a indignação que eu tenho pra demonstrar é séria.
Primeiro: ok, é super legal e super certo ter uma lei que ajude na prevenção de acidentes causados pelo consumo de álcool, mas por que essas megablitzes não eram feitas também antes? As pessoas sempre beberam e pegaram os carros depois, por que só agora tá tendo esse terrorismo?
Eu tô achando sinceramente que é mais um artifício pra alimentar a tal da indústria de multas que todos nos sabemos que existe. Por que se não é assim, como explicar a reportagem que eu vi nesse finde falando de policiais a paisana nos bares vendo quem tava bebendo e pegando o carro depois. Tá parecendo inquisição, meu Deus...
Outra: alguém me diz que opções nós, pessoas que querem sair pra se divertir, temos pra nos locomover pela cidade em dia de arraso? Sim, por que táxi em SP é uma fortuna. Metrô fecha a meia noite e ônibus não existe? Em Londres, eu cansei de andar nos "nightbus", era até divertido, maior galera indo pra balada... Em NY, o metrô funcionava a noite inteira, e táxi além de farto, não era caro. E aqui, como eu faço???
Eu só sei que agora ferrou. As pessoas não vão beber, vão ficar sóbrias, chatas, seletivas, etc... Acho que tá na hora de voltar a namorar, sabe? *rs

sábado, 28 de junho de 2008

Sobre fantasmas...

Estava indo tudo muito bem. Trabalho super 10, academia bombando, jeans 44 entrando direitinho novamente, até que vem aquela ligação: "Ele vai te ligar... Quis confirmar seu telefone aqui comigo..."
E ligou. Mesmo papinho, mesmos pedidos de desculpas, mesmo jeito, mesmo tudo. Sentimento zero, já adianto, mas me vem a tona toda a sujeirada e todo o sofrimento de 2007. Descarto educadamente (afinal, sou um garoto educado) e ligo pra amiga, pra desabafar esse sentimento esquisito que essa pessoa me traz.
Não gosto mais, não mesmo. E quero lembrar dele não pela cachorrada nem nada, mas pelas coisas boas que tivemos e que vão alimentar minha esperança de ter isso um dia de novo. Mas ainda assim, qualquer contato, visual ou telefônico, ainda me traz o ranho.
Por isso vou me retirar aqui esse finde, pra matar de vez esse fantasma pentelho que me assombra. E que Deus esteja comigo.
Amém.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Sobre amarras...

Quem me conhece sabe, mas o cara que escreve esse blog é BEM diferente daquele de, digamos, uns 4 anos atrás. Aliás, tava lendo blog antigo, mas ou menos em maio/junho de 2004, e meu Deus...
Bom, mas enfim, eu sempre fui muito pudico, cheio de amarras, de idéias feitas, de preconceitos até. E, de alguma forma, isso me levou ao ponto de vida que estou hoje. Explico melhor: acho que estou numa fase de descoberta. Ou redescoberta, melhor dizendo. Coisas que eu sempre repudiei, sempre rechacei, mas que hoje eu até falo "Ok, vamos tentar..."
Um exemplo: em 2004 a idéia de eu ficar com um japonês era inadmissível, simplesmente por eu não ter nenhum tipo de atração. Até que dias desses, eu tentei. E... Ok. Mais um item pra tirar do meu "to do list".
Esse foi um exemplo bobinho (até por que não posso escrever nada muito hard nesse horário)... Tem coisa MUITO mais forte rolando (isto é, dependendo do seu conceito de "forte")... Mas pelo menos tenho histórias ótimas (e impublicáveis) pra contar.
Quer saber mais? Me chama pra uma cerveja que conto... *rs

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Sobre sensibilidade...

Por que eu sempre fui muito sensível.

Mas acontece que minha sensibilidade anda a níveis estratosféricos.

Por que seria até normal eu me emocionar, e até chorar as vezes, com comerciais de sabão em pó, margarina e cartão de crédito.

Mas quando isso acontece com o comercial da Royal Carribean ou da Vale, isso é sinal de algo muito estranho anda acontecendo comigo...

*rs

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Sobre crendices populares...


Vamos lá, gato. 'bora trabalhar e vamos me arrumando um namorido bem do bom...
(por que eu não sou muito de acreditar em crendices populares, mas com o mundo do jeito que tá - aquecimento global, volta da CPMF, etc. - a gente topa qualquer parada, sabe?)

terça-feira, 10 de junho de 2008

Sobre academias...

Ou melhor, sobre os vestiários de academia.
Por que no princípio eu tenho certeza que todo veado que se preze fica "nervoso" quando chega pra se trocar e se depara com aquele mar de homens sarados gostosos pelados se trocando. (Ok, sempre tem umas cacuras e uns gordos no meio).
Mas com o passar do tempo, isso acaba ficando comum, não fica não? Tipo, você vê os mesmos caras, as mesmas tatoos, os mesmos músculos e peitorais definidos... E você percebe o quão trogloditas 95% deles são, só papeando e fazendo charme e olhando a bunda da mulherada na sala de musculação. E nem repara mais como tem gente que tem a desenvoltura de circular pelado pra cima e pra baixo no meio da homarada.
Ok, acho que sou eu na minha crise de frigidez aguda que não ando muito pra essas coisas...

sábado, 7 de junho de 2008

Sobre 5 anos atrás...


5 anos atrás eu tinha mais cabelo
5 anos atrás eu tinha menos humildade
5 anos atrás eu tinha outros sonhos
5 anos atrás eu não tinha perspectivas
5 anos atrás eu acreditava mais

5 anos atrás eu cantava mais
5 anos atrás eu reclamava menos
5 anos atrás eu saia mais
5 anos atrás eu tossia menos
5 anos atrás eu vivia diferente

5 anos atrás eu não imaginava que teria carros franceses
5 anos atrás eu fumava outro cigarro
5 anos atrás eu não imaginava que moraria fora do país
5 anos atrás eu frequentava outros lugares
5 anos atrás eu não imaginava que eu teria um gato

5 anos atrás eu estava conhecendo alguns dos meus melhores amigos
5 anos atrás eu queria conhecer outras pessoas
5 anos atrás eu não sabia direito o que fazer
5 anos atrás eu tentava mais
5 anos atrás eu tinha medo de arriscar

5 anos atrás meu orgulho era diferente
5 anos atrás eu tinha alguns ressentimentos
5 anos atrás eu não guardava tantas mágoas
5 anos atrás eu não sabia que eu sofreria
5 anos atrás eu não sabia que me recuperaria

Tenho saudades do passado, e não me arrependo de nada.
Mas eu prefiro agora. (*)

PS: esta última passagem eu ouvi de duas pessoas muito especiais, que de certa forma me ajudaram (e ajudam) a me tornar o que eu fui, sou, e ainda vou ser.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Sobre estados de espírito - parte 1


Hoje eu acordei me achando feio. Fazia tempo que isso não acontecia. Nem lembrava direito como era se sentir um loser total.
Acordei também completamente sem esperanças. Quais? Não interessa, não acordei com esperança e isso basta pra falar aqui.
Aí, parece que a gente atrai mais coisas chatas pra gente (e dá-lhe O Segredo, né?) por que só foi bomba hoje.
Nem o moço bonito que sentou ao meu lado no metro animou meu dia. Pra que? Nem conheço o fulano. E, no mínimo, ele é um chato de galochas, ou é burro, ou não se interessa por meninos, ou não se interessa por mim. Prefiro meu iPod.
E pra completar, ainda rolam as folgas básicas de seres humanos próximos, que me obrigam a soltar frase do tipo "Eu não quero falar. Por favor, não me deixe nervoso, estou dirigindo". Sim, por que a última vez que isso aconteceu, eu atropelei um motoqueiro, e durante o dia isso quase aconteceu por duas vezes.
Pois é. Nem sempre estamos bem de espírito.