quarta-feira, 30 de abril de 2008

Sobre sinceridade...

Então está decidido: vou lá falar pro moço do final de semana a verdade. Fiquei pensando no metrô o que poderia falar pra não deixá-lo triste ou chateado....
(Ok, a verdade é que eu não consegui pensar em nada que não fosse o quão RUIM a faixa 7 (Incredible) do CD novo da Madonna é incrivelmente horrível...)
E está decidido que eu não quero levar adiante esse lance como estamos levando, por que ele não mexeu comigo do jeito que deveria, e que podemos ser amigos se ele quiser.
Eu até pensei em sugerir que uma coisa "fuck-buddies", mas primeiro que eu nem cheguei a forfar com ele, e depois esse papel eu vou deixar pro moço com o qual estou falando nesse exato momento via MSN, por que ele tem todos os requisitos que me fazer querer forfar com ele e nenhum requisito que me faça namorá-lo efetivamente.
(Até por que, o tal que eu acho que eu eventualmente possa namorar já existe tbém... Mas não está on line nesse momento... Humpf...)
Seria tão bom se todos fossem sinceros assim que nem eu, não? Imagina quantas guerras, desavenças, brigas de vizinha e puxões de cabelo não seriam evitados...

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Sobre o dia depois do amor...


Na verdade não foi o dia seguinte, mas sim na hora seguinte, dirigindo de volta pra casa, naquela manhã ensolarada de um domingo do final de abril.
"Cara, eu ja amei de verdade" pensava comigo fumando aquele cigarro interminável. "Como eu nunca havia me dado conta disso... E ainda mais ELE, cara!"
E o farol fecha.
"E pensar naquele um. Que fiquei tanto tempo. Eu não amei ele. Eu amei o outro."
E o farol abre. Com ele a avalanche de fatos.
Eu não amei meu primeiro namorado. Nem o segundo. Nem o terceiro. Nem o quarto. E nem o último. Era carência. Necessidade de mostrar ao mundo que eu também posso. E a música que o CD me dá pra ouvir fala exatamente "I lied when I said I'm over and done with you". Caraca, e é verdade. Eu menti por que na verdade eu nunca precisar estar "over and done" com nenhum deles. Afinal, não havia amado nenhum deles. Eu amei o outro.
E aí eu lembrei das sensações boas de novo. Com o outro. Lembrei do que ele cozinhou pra mim naquele dia, do que ele vestia, do toque do tecido, do que passava na tv, do cheiro do lençol. "Caraca, isso é muito louco" pensei.
E fiquei feliz. Feliz por me dar conta de ter vivenciado algo tão grandioso, por me dar conta da intensidade das coisas, de tudo.
E nisso, eu apertei o botão para a abertura do portão. O carro entrou, eu sai, tomei meu café e fui me deitar. Livre. Leve. Liberto.
Não consigo explicar ainda o que sinto depois de tudo isso. Só sei que é muito, muito bom.

Sobre o tal famoso amor...


De repente meu amigo pergunta quem eu achava que tinha sido o meu amor de verdade na vida. E a primeira imagem que me meio foi a daquele cara lá de anos atrás... Coisa engraçada num primeiro momento, afinal nos vimos pouquíssimo. Tive namorados, de curta e longa duração. Mas conforme meu amigo vai falando, tudo vai batendo, tudo vai se encaixando com o que eu vivi com aquele cara.
As lembranças, os detalhes, os cheiros, as cores, as sensações, as palavras, a vontade de estar, o medo de perder, o sofrimento de não ter, tudo bateu. Tudo. Durante muito tempo lembrava da placa do carro dele, da data de aniversário dele, do número de telefone dele.
E aí lembrei que, vez por outra, ainda lembro muito dele. E que algumas vezes, com outros, a lembrança dele também se faz presente. E lembrei das nossas afinidades. E como gostávamos daquele seriado específico, daquele joguinho de computador. Lembrei de quando ouvi aquela música a primeira vez, no carro dele. Perguntei o que era, ele me disse. Anos depois, nos EUA, achei o CD do tal grupo. E comprei. E a lembrança daquele dia me veio novamente. E vez por outra ouço uma das minhas bandas favoritas. E lembro que a primeira vez que a ouvi também foi na companhia dele.
Até certo tempo atrás, eu dava umas olhadinhas no Orkut, no perfil dele (coisa que acabei de fazer novamente, aliás).
E foi assim que descobri o meu primeiro verdadeiro amor na vida.
E a conversa continuou, e descobri meu segundo verdadeiro amor. Esse é mais platônico, confesso. Não houveram beijos nem trocas de fluidos. Mas até hoje tenho um carinho muito grande por ele. Um misto de querer bem com querer pra mim. Por que, de novo, lembro de tudo. Do primeiro dia que o vi. Do primeiro dia que o vi ao vivo. Do primeiro dia que falei com ele. Dos assuntos, das brincadeiras. De quando ele me contou que tava saindo com um mocinho e de como eu fiquei meio decepcionado. Mas depois do quando eu fico contente em vê-lo, em saber dele.
E foi assim que descobri o meu segundo verdadeiro amor na vida.

sábado, 26 de abril de 2008

Sobre encontros e desencontros - parte X


Aí você encontra um moço que, aparentemente, pode dar certo. Vai lá, conversa, troca telefone, se falam todos os dias, vai buscar o dito cujo na faculdade (ato super fofo, diga-se de passagem), vai em barzinho, vai comer junto, vão se descobrir um ao outro (if u know what I mean)... De repente, num sábado a noite, enquanto você está lá perguntando se ele prefere comer pizza ou esfiha, ele vira pra você e fala que na verdade ele estava tentando, mas não consegue ainda levar um lance desses pra frente, por causa de questões mal resolvidas dele... Ok, pelo menos não vou precisar fazer a barba pra sair no sábado...
Aí você encontra um outro moço. Esse você não dá muito crédito, afinal "he's soooooo not my type", mas vamos dar uma chance pro cidadão falar a que veio. Ele é todo fofo, todo carinhoso, e bibibi, e bobobó, até que num deslize seu, lá se vai a mão boba dele em um lugar que não é socialmente aceitável que se vá em público. No começo você até faz um tipo, mas até que tá ficando bom, né? Enfim, vc deixa, a coisa continua, vocês terminam, trocam telefone e cada um vai pro seu canto. Até que o dia seguinte seguinte chega e dito cujo vai lá e te liga, tipo, 5 vezes num espaço de 8 horas... Não dá, né? Ele nem era meu tipo assim... Mas eu sou bonzinho, não consigo quebrar o coração das pessoas assim na caruda.... Então a gente inventa uma desculpinha e sai pra balada com um amigo... Até que o cidadão vai lá e tê vê na balada... (you're sooooo busted!!!). Enfim, passou, entre mortos e feridos, tudo fica bem, e você ainda vê o cidadão entrando no carro de alguém com cara de desdém...
Mas o melhor é você estar fazendo suas confissões na pista de dança com amigos queridos quando avista aquele seu ex psicótico. Aquele da cadeirada, da traição, que um ano atrás te deixou devastado. A primeira reação é "Baralho, acabou minha noite, esse pentelho vai me encher as paciências". E você sai com os amigos em direção ao bar, até por que você sabe que ele te viu... E que por isso começou a beijar um cidadão péssimo qualquer número 01. E um número 02. E um número 03! E aí você fica feliz, por que abriu o precedente para poder paquerar tranquilamente sem que o mentecapto te arremesse algum objeto no meio da balada...
E são assim os encontros e desencontros de um final de semana na metrópole....